Terceiro episodio do Aprendiz 5 – O Socio

Nesta tão aguardada e polêmica tarefa, os 14 candidatos receberam o anúncio de sua missão no Comando Militar do Sudeste. Com este nome eles já devem ter percebido tudo, pois sempre a tarefa é uma surpresa para os aprendizes.
No Aprendiz 4 me lembro bem dos dias que antecediam cada anúncio de prova. Todos nós ficávamos ansiosos e tentando imaginar o que viria pela frente. Como no Aprendiz 3 teve uma prova no meio da selva, sempre eu pensava que a próxima seria assim. Isso não chegou a acontecer com a gente, mas os participantes do Aprendiz 5 não tiveram essa sorte…
Logo no início a equipe Masters recebeu o reforço do Henrique, escolhido pela líder Patrícia, já que nesta tarefa um componente a menos poderia fazer toda a diferença.
Chegando ao Centro de Treinamento, já receberam o primeiro susto com o tratamento que receberam. Eles tiveram que vestir as fardas e ser identificados por números, bem estilo Tropa de Elite.
Imagino o que devem ter sentido naquele momento, perto do anoitecer, sem saber o que viria depois e ainda sendo tratados de forma ríspida pelos militares. Uma coisa eu digo pra vocês, a pressão que sofremos lá é muito grande, o tempo todo e vem de todos os lados: da tarefa, dos colegas, da situação, do Justus, do Walter, da produção… Agora eu fico imaginando que, além disso, eles tinham que ficar a tarefa toda agüentando a pressão adicional e pesadíssima dos militares. Tem que ter muito estômago pra isso, mudar de ambiente assim de uma hora pra outra.
A primeira etapa consistiu em andar pela mata no escuro e encontrar 15 prismas escondidos, utilizando uma bússola. Desde esse momento já tinha percebido que a equipe Masters estava em vantagem, apesar da discussão entre a Patrícia e o Henrique. O Henrique estava insatisfeito com a liderança logo no começo. Em minha opinião, isso se deve a um pouco de impaciência e um certo machismo, já que ele disse que aquela prova não era pra mulheres. Esse comentário infeliz e impensado foi derrubado violentamente com o ótimo empenho das mulheres, que resistiram muito mais à pressão física e psicológica.
Na equipe Foccos, o líder Clodoaldo sofreu uma pressão extra dos militares, que perceberam que seus comentários o afetavam de forma incisiva. Ele titubeou várias vezes na mata por conta disso e uma certa hora a Sandra acabou tento que interferir na liderança para dar um norte ao grupo. Ela agiu muito bem, sem querer afrontar como o Henrique fez, mas com a intenção de não deixar o grupo perder o foco naquele momento.
Como é comum em provas de resistência, alguns participantes se machucaram ou se sentiram mal, como aconteceu com o Hugo e o Daniel. Imagino como não deve ter sido fácil para eles continuarem apesar da dor e do cansaço. Coisa semelhante aconteceu comigo na terceira tarefa do Aprendiz 4, a do hotel. Tive que trabalhar direto, quase sem dormir, com uma grave alergia no pé que chegou a me levar para o hospital na ocasião.
Se não bastasse depois de sete horas na mata, sem nenhuma das equipes conseguirem concluir a tarefa, ainda aparece um testezinho básico de lógica. Tanto a Masters como a Foccos foram bem nesses testes repentinos.
Eles só tiveram uma hora pra dormir, se é que conseguiram né? E ainda por cima acordam com um barulho infernal feito pelos militares. Depois dessa, mais um teste de lógica.
Agora uma prova de obstáculos e a equipe Masters termina com cinco minutos de vantagem. Mais um teste de lógica.
Depois disso, uma prova para atravessar o rio usando cordas, usando força e equilíbrio. Nessa hora o Danilo chegou ao seu limite e ficou muito abalado.
O Roberto Justus agora melhorou sua impressão das duas primeiras tarefas. Todos se esforçaram e não desistiram. Pelo que conheço do Justus, percebi que ele realmente ficou muito impressionado com o desempenho dos candidatos nessa tarefa. Quando ele foi anunciar o vencedor, dava pra perceber como ele ficou abalado em anunciar a derrota para uma das equipes.
Lembro que no Aprendiz 4, na prova do hotel que foi uma das mais difíceis junto com a de Santos, o Justus disse para nós que seria difícil definir um vencedor, já que estávamos nos esforçando muito. Mas como é a regra do jogo, não tinha jeito. Nessa derrota, ele pediu para a produção que aliviasse nosso confinamento e deixasse a gente assistir dvds e ir à academia do Hilton.
Como dessa vez o desafio foi mais desgastante, a equipe loser, a Foccos, pode passar um dia num spa pra relaxar, enquanto a equipe Masters foi à Miami ver um jogo da NBA.
Com mais uma inovação do Aprendiz 5, Justus pede que as mulheres da equipe Foccos voltem para o Hilton logo após o início da sala de reunião, já que o desempenho delas foi superior em todos os quesitos, principalmente na união (o Henrique não devia ter dito aquilo!!).
Na sala, mais pressão no Clodoaldo, acusado de falta de estratégia, de não unir a equipe e de se deixar levar pela pressão dos militares. O bicho pegou pro lado dele, cheguei a pensar que o Justus poderia demiti-lo. Confesso que estava torcendo pra isso não acontecer, pois acho o cara sensacional, muito carismático.
Junto com o Clodoaldo restarem o Daniel e o Danilo, que sofreram mais com o cansaço físico e mental. Fiquei imaginando a situação do Justus no momento, porque apesar de os dois terem resistido menos, não desistiram e ficaram até o limite, o que demonstra perseverança, uma qualidade que o Justus preza muito.
Depois de tudo isso ele não demite ninguém, repetindo o feito do Aprendiz 4 na prova de logística. Ele fez muito bem, já que demitir alguém naquela situação poderia repercutir de forma negativa e pesar na consciência.
Pra equipe Masters não ser desfavorecida por isso, ele pediu que eles escolhessem um integrante da Foccos para a próxima tarefa.
Ufa! Falei hein!!? Mas essa merecia. Agora eu quero saber de vocês: qual a sua opinião sobre essa tarefa polêmica? É certo que esse tipo de treinamento é usado por algumas empresas na formação de seus executivos, mas será que é necessário na formação de sócios? Vamos discutir isso em um próximo post!

Bjs

Luisa Gontijo

mai 14th, 2008 | Posted in aprendiz 5
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  1. Arrius
    mai 15th, 2008 at 11:58 | #1

    Um ponto bastante positivo nesse tipo de treinamento é o fortalecimento do espírito de equipe, pois é um momento em que dentro do grupo só se tem um ao outro, e não é possível a ninguém superar tudo sozinho. Na verdade esse tipo de exercício visa a superação de limites e o autoconhecimento (note que o Clodoaldo ficou impressionado consigo mesmo em relação ao seu autocontrole). Então, sim, creio que foi um treinamento válido para testar a qualidade dos sócios potenciais do Justus, motivo pela qual ele parece ter valorizado tanto essa prova. Além disso, sinceramente, acho essa prova até mais suave que aquela de Santos do Aprendiz 4, onde o ambiente era verdadeiramente hostil e a pressão de que o resultado da prova valeria o ingresso na final do programa era talvez até maior do que o imposto pelos militares nesta prova de agora.

  2. Arrius
    mai 15th, 2008 at 12:01 | #2

    Bem, falei pra caramba. Espero ter contribuído.

  3. Marcos
    mai 16th, 2008 at 20:57 | #3

    Não vejo o menor sentido em treinamentos desse tipo. O pessoal do mundo encantado do RH adora inventar essas coisas, pra afinal de contas, terem algo pra fazer além das fofocas. Então que no dia seguinte, quem realmente produz vai ter que trabalhar dobrado pra compensar o tempo que ficou fora e vai ser cobrado por isso. E nada mais mudou. As pessoas que não se dão bem não vão passar a se amar só por causa disso. O maior bem que se pode fazer a qualquer equipe é deixá-la trabalhar sem atrapalhar e pagando bem por isso! Simples assim. Nada de inventar estímulos artificiais e nem obstáculos, por favor. Afinidades surgem naturalmente.

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