Em cada Aprendiz, o Justus viaja para uma parte do mundo que tenha importância histórica ou no mundo dos negócios. Desta vez o lugar escolhido foi à Grécia, berço da civilização.
O primeiro encontro dos aprendizes com Justus e Walter Longo foi no Ginásio do Ibirapuera, onde ocorreu o sorteio dos grupos e indicação de líderes. Estavam formadas as equipes que vão duelar por vitórias e reconhecimento: Masters e Foccos. Dessa vez, ao contrário do Aprendiz 4 – O Sócio, o nome foi imposto aos grupos. No nosso caso, nós escolhemos e a equipe da Y&R trabalhou posteriormente na marca e logotipo. Neste momento, O Roberto jogou literalmente um patinho de borracha para cada líder.
A primeira tarefa foi bem interessante. A corrida de patos de borracha é um evento realizado em várias partes do mundo, como El Salvador, Singapura e França. A prova que parecia a princípio brincadeira de criança se revelou num complicado evento beneficente.
Admiro a coragem do Daniel Nicolini, líder da Foccos e do Ricardo Moreira, líder da Masters. Antes de qualquer coisa são pessoas de coragem e iniciativa em assumir a liderança na primeira tarefa sem conhecer o trabalho e a personalidade de cada um.
Falando por experiência própria, a primeira tarefa é sempre uma das mais difíceis. Até que a gente se acostuma com aquele ambiente de competição, confinamento e trabalho incansável é complicado.
Em minha opinião, o trabalho de nenhuma das equipes fluiu como deveria. Apesar de todos os agravantes da primeira prova, ficou faltando sinergia entre os participantes, como o Arrius comentou no post Estréia do Aprendiz 5.
Quando as pessoas não se conhecem e têm que trabalhar juntas o que é mais recomendado? Conversar antes, claro! Tentar conhecer, mesmo que superficialmente, como extrair o melhor de cada um e saber trabalhar defeitos. Todos foram muito afobados e tentaram se destacar individualmente de forma exagerada. Aí ficou difícil para os líderes que não conheciam ninguém acalmar os ânimos e fazer com que cada um trabalhasse como deveria.
Não creio que a seleção tenha falhado não, como foi comentado, acho que como todos são competentes, têm personalidade forte e espírito empreendedor, acabaram se chocando e não conseguindo trabalhar bem em grupo. O que acaba sendo uma contradição porque líderes natos devem saber não só trabalhar como conduzir pessoas. Esses aprendizes vão ter muito que aprender ainda…Vamos ver se isso melhora nas próximas tarefas.
Outro ponto importante para se destacar é o fato de alguns acharem que contestar o líder é ponto positivo sempre, como fizeram a Fernanda e o Danilo. Nas edições anteriores, inclusive no Aprendiz 4, vi muito isso e essa atitude sempre foi encorajada pelo Justus. Se a contestação for sensata, tudo bem. Mas se for só para ser do contra e se destacar não vale. No Aprendiz 4, sempre tentei conversar primeiro com o líder quando não concordava com algo ao invés de já chegar exaltada discutindo e falando dele pro grupo, influenciando todos. Esse é um ponto que eles vão ter que prestar atenção.
Posso dizer pra vocês que fazer um evento em três dias é muito difícil, principalmente se você não tem experiência nisso. No Aprendiz 4 foi a prova da feira, também feita em três dias com uma verba muito restrita.
Mesmo assim, o desempenho foi baixo como um todo. Se eles tivessem prestado atenção nos outros programas, teriam percebido que o Justus avalia muito o planejamento, organização, elaboração de materiais de boa qualidade e eventos com boa aparência.
Eles praticamente repetiram os mesmos erros que cometemos na primeira tarefa: pensar pequeno e fazer material de divulgação de baixa qualidade.
O que pesou na decisão da vitória da equipe Foccos não foi só o valor arrecadado, mas principalmente os erros da Masters. Na verdade não houve mérito, apenas uma foi ressaltada pelos erros da outra, uma foi “menos pior” que a outra como disse o Justus. Aliás, ouvimos essa frase na sexta tarefa, a do Terra, hehehe.
Recompensa em Angra, que delícia…Deu saudade das viagens rápidas e repentinas, uma loucura.
Com relação à sala de reunião, mais uma vez o Walter Longo roubou a cena com seus comentários. Na minha época, algumas vezes nós não agüentávamos e ríamos dele, hilário. Aliás, foi o próprio que causou uma crise de riso no Justus na seleção do Aprendiz 4.
Ressaltados os erros cometidos, nenhuma novidade, mesmos tipos de erros de sempre: falta de check list de detalhes, como a falta da barreira de contenção e dois vencedores na corrida, premiação sem sentido de um fim de semana num hotel na mesma cidade e produção de material inadequado (banner de divulgação e folhetos), entre outros.
No início, é fácil jogar toda a culpa no líder como o grupo fez. Demonstra acomodação, pois na hora ninguém fala, deixa pra detonar na sala de reunião. Se fala na hora, cria polêmica sem necessidade. Eles não têm essa medida ainda.
A Leny foi apontada pela maioria como a mais apagada, mas durante a tarefa ninguém deu esse feedback a ela. Ta certo que é um jogo, mas se isso influi no resultado final, porque não falaram antes? Mais uma prova de que eles estão se preocupando com o desempenho individual num momento que deveriam dar prioridade para os resultados e garantir a sobrevivência no jogo.
Conheço o comportamento do Justus na sala de reunião. Ele sempre admira o líder que pega as rédeas na primeira tarefa, por mais que o desempenho não tenha sido o esperado. Com certeza ele não ia demitir o Ricardo. A Fernanda também não, porque ele gosta de pessoas contestadoras, que aparecem num primeiro momento nem que seja errando. Por isso sobrou para a Leny, que ainda ajudou na demissão dizendo que o fato de ser observadora era uma qualidade que ela podia atribuir na sociedade.
Aquele momento é muito difícil, sei perfeitamente o que ela estava passando, comigo foi semelhante quando disse a palavra “bastidores”.
A demissão precoce não quer dizer falta de jogo de cintura e nem de competência. O Aprendiz é um jogo, simplesmente. Um grupo ganha, outro perde, alguém tem que sair. Mas todos têm o mérito de estar lá!
Falou gente, até o próximo post!
Luisa Gontijo
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