Etapa final do Aprendiz 4 – parte 2
Entramos no estúdio e sentamos. Era como uma arquibancada e eu sentei lá em cima, do lado da Magali. Lá estavam também as filhas do Roberto Justus para ver a escolha os próximos aprendizes.
Na nossa frente, um enorme cartaz com o slogan do Aprendiz 4 – O Sócio e uma mesa com três lugares. Estava muito frio lá, esses estúdios de tv são gelados! A Magali pediu para que eles abaixassem um pouco o ar condicionado.
Dessa vez aguardamos pouco tempo. Logo chegou o Walter Longo e o Ricardo do Sebrae. O Justus entrou logo em seguida, mas não sentou. Disse um “boa tarde” a todos e se posicionou em uma câmera para gravar o início da seleção. Na tv ninguém precisa decorar nada, pois o texto passa de acordo com a fala da pessoa numa tela logo abaixo da câmera (agora me fugiu o nome disso).
O Roberto gravou várias vezes essa chamada e disse que quem entrasse no programa tinha que se acostumar com isso. Após essa gravação, ele sentou-se à mesa junto com os conselheiros e iniciou o processo de seleção.
Ninguém sabia o que ia acontecer lá, só estávamos com o plano de negócio detalhado do projeto na mão, já que na primeira etapa ele pediu para que algumas pessoas levassem esse plano depois.
Foi quando ele disse que ainda tinha dúvidas que precisava esclarecer para acabar de escolher os candidatos. Assim, ele começou a chamar algumas pessoas para fazer perguntas. Ele chamava o candidato, pedia que ele se levantasse, fazia a pergunta e a gente passava o microfone para ele. O coração ficava pulando imaginando se ele ia me chamar.
Lembro que o Walter Longo fez uma pergunta pra Mariana Reis, o Justus perguntou pro Edson, pra Mariana Prado, pro rapaz aqui de Uberaba, o Gustavo e no fim sobrou pra mim também. O Justus me perguntou o que eu pretendia com o meu projeto e porque entrar no programa para promovê-lo. Então eu levantei da cadeira, tropeçando pra variar, peguei o microfone e respirei fundo.
Eu respondi que atuar na área médica e na engenharia era uma forma de contribuir com o desenvolvimento tecnológico do país e de ajudar um pouco na automatização de processos da saúde brasileira. Acho que minha resposta foi satisfatória.
Nem todos foram questionados. Depois do bombardeio, O Roberto Justus pediu que todos se retirassem da sala e aguardassem no camarim. Passamos pela mesa deles e deixamos os planos de negócios, apesar de que naquela altura eles não seriam analisados.
Mais espera…
Abraços!!
Luisa
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